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Diz que feminicídio é armadilha semântica e não existe

Narrador questiona a tipificação de feminicídio, cita o Código Civil de 1916 e diz que a violência vem da sujeição histórica da mulher ao homem.

Postado por Marcus Bruzzo em 07/10/2026. Ver o post original

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Eu não acredito na tipificação de feminicídio, eu não acho que feminicídio seja algo que exista.

Essa é a deputada estadual mais votada de São Paulo.

O que é interessante é que em termos de crimes, falar para o juiz que não acredita em roubo depois de roubar não vai mudar muita coisa, por exemplo.

Agora a deputada por São Paulo eleita com quase 2 milhões de votos explica suas razões dessa forma.

Um homem que não sabe ser agressivo quando precisa não é um grande exemplo de homem.

Feminicídio é uma armadilha semântica. Nenhuma mulher morre por ser mulher.

Mulher morre porque o namorado não aceitou o fim do namoro. Não porque ela é mulher.

Morre por quê? Porque o cara descobriu uma traição, sei lá. Não é porque ela é mulher.

Levando em consideração apenas a descrição daquele que realizou o crime.

Quando o feminicídio, que existe, tem uma raiz histórica e cultural muito importante de sujeição da mulher ao homem.

Até pouco tempo atrás, na legislação, as mulheres eram tratadas como seres incapazes, quase como crianças.

O Código Civil de 1916 dizia que a mulher só podia trabalhar fora de casa se o homem permitisse.

Até pouco tempo atrás, ela só viajava com autorização expressa escrita à mão pelo homem.

Por que essa preocupação? Para a manutenção dos direitos do homem sobre a mulher.

Até controle sobre o próprio corpo da mulher, até 77, ele podia pedir divórcio, caso comprovado que ela já tivesse tido relações sexuais antes do casamento.

Então o corpo não é dela.

A eleição começou em 2026, terminou em 64, ou o segundo turno vai até 33.

Feminicídio não é sobre essas brigas de casal, é sobre a sujeição sistemática da mulher ao homem, que leva a diversos tipos de violência pelas razões que o homem escolher explicar.

Daí deputados parlamentares, mulheres, que vão fazer o papel que os homens esperam que elas façam, para uma ampla base de apoiadores e seguidores que são homens,

porque vem claramente uma mulher fazendo o papel que eles esperavam que elas fizessem.

Talvez até mais fácil para os homens, não precisam mais impor isso, que as mulheres se ponham nos seus lugares automaticamente.

Lutem pelo direito de subserviência.

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