Encenação com fotos e moedas que acusa Flávio Bolsonaro de rachadinha, compra de imóveis e enriquecimento na política, e liga o candidato a Vorcaro, do Banco Master.
Flávio Nantes Bolsonaro, o filho problema do Bolsonaro.
Enquanto os irmãos dele ficaram famosos por falar demais, ele sempre preferiu passar despercebido.
Mas você sabe como ele usou a política pra ficar rico?
Ele começou a trabalhar com 19 anos de idade na cola do pai, que já era deputado e arrumou um carlinho pra ele em Brasília com um salário que hoje seria de 13 mil reais.
Nada mal pro primeiro emprego, né?
Mas apesar do trabalho ser presencial em Brasília, ele dividia concurso de direito na UFRJ, a nenhum quilômetro de distância.
Como muitos filhos de político, o Flávio se elegeu cedo.
Com apenas 21 anos de idade, ele virou deputado estadual no Rio de Janeiro.
Nessa época, ele declarou um patrimônio de 25 mil reais.
Chocolatinho caro, hein?
Assim como o pai, a carreira do Flávio como deputado não é marcada por nenhuma aprovação no decreto importante e não teve sequer uma lei sancionada.
Mas foi nessa época que o Flávio começou a fazer rachadinha.
Ele confiscava uma parte do salário dos servidores do gabinete dele para fins pessoais.
Quando ele disputou a reeleição, em 2006, o patrimônio dele já tinha aumentado mais de 1400%.
Ao todo, foram quase 6 milhões de reais desviados de funcionários fantasmas que serviam para bancar com dinheiro público as contas e o luxo do plano.
Com a dinheirama da rachadinha entrando na conta, ele comprou quase 3 milhões de reais em imóveis com dinheiro vivo.
Se a gente já desconfia quando uma pessoa gasta muito numa loja com dinheiro vivo, imagina só milhões de reais.
Mas pro Flávio, esse era o dia a dia.
Não foi pouca coisa não.
Foram 37 imóveis comprados, além de uma loja de chocolate, que ficou conhecida.
E como o Flávio viu que a política era um negócio vantajoso, ele resolveu se encarregar.
Quando o Flávio interpretou a eleição pro Senado, o patrimônio declarado dele era de 6.400% maior do que quando entrou na política.
Como senador, o Flávio aprovou apenas uma lei em 7 anos, mas conseguiu comprar uma munição de 6 milhões de reais com o dinheiro do BRB, o banco que está praticamente quebrado porque estava envolvido com o esquema do Master.
Mas hoje a gente sabe que o BRB não é nem de longe a única conexão do Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O Flávio pediu para o Vorcaro, a quem ele chamava de irmãozão, 134 milhões de reais de servidores públicos aposentados ou investidores brasileiros, supostamente para bancar o fundo do país.
Flávio Bolsonaro é um encostado, um cara que nunca trabalhou e só virou alguém na vida porque o próprio pai era político, que fez da política um balcão de negócio roubando os próprios funcionários e nunca aprovou nada que se beneficia.
Se nesses anos todos na política o patrimônio do Flávio cresceu mais de 32 mil por cento, você imagina quanto ele quer roubar sendo presidente da república?