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Flávio foi o único a votar contra lei dos postais do turismo sexual?

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Postado por Movimento 342 Artes | Cultura e Democracia em 17/10/2026. Ver o post original

O que é falado no vídeo

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Gente, eu tenho revisado todos os discursos e votações do Flávio Bolsonaro entre 2003 e 2026 e eu encontrei aqui que ele foi o único deputado estadual a votar contra uma lei que proíbe postais que estimulam o turismo sexual.

Sabe aqueles cartões postais que infelizmente a gente via que eram montagens de pontos turísticos do Brasil com mulheres seminuas na frente?

Tinha muito disso no Rio.

Aí uma deputada apresentou um projeto de lei que vale até hoje e só o deputado Flávio Bolsonaro votou contra.

Vou te explicar.

A proposta era da deputada Alice Tamborideghi,

E a ideia era simples, esses postais estavam rodando o mundo, vendendo a ideia de que o Rio era um destino de turismo sexual.

Então ele escreveu uma lei simples, não se pode vender isso em bancas de revista e souvenir.

E uma justificativa simples, precisamos proteger nossas meninas.

E a lei passou com um único voto contrário, o do Flávio Bolsonaro.

E ele até admitiu na tribuna que esses postais estavam vendendo a ideia de que o Brasil é um país de prostituição.

E mesmo assim ele votou contra, dizendo que existe um outro lado, que não tem como negar, de que a mulher brasileira é a mais bonita desse planeta.

A mulher brasileira é linda, mas não é ponto turístico.

No ano seguinte, essa história voltou para o plenário, e aí eu vou gravar outro vídeo.

Em 2006, a deputada Alice Tamborideg, a mesma que aprovou a lei que proíbe a venda de cartões postais e estimula o turismo sexual, apresentou uma nova lei para multar quem estava descumprindo a primeira lei.

Isso é bem comum no Brasil, né?

Se tem lei e não tem multa, não cumprem.

Às vezes nem com multa, tá?

Vide aí a lei que obriga os partidos a lançarem mulheres candidatas, os partidos não cumprem, e depois os deputados e senadores votam pra anistiar os partidos das multas, entre eles o Flávio Bolsonaro.

Bom, a proposta da deputada Alice era punir com multa quem ainda tava vendendo aquelas imagens.

E o Flávio votou contra de novo.

Dessa vez com uma frase que eu vou ler do jeitinho que tá aqui na nota taquigráfica da Alerj.

Acho que a mulher brasileira também é um patrimônio turístico do nosso país.

É uma beleza do nosso estado, principalmente a mulher carioca.

Patrimônio turístico.

Aí outra deputada, Inês Pandeló, pediu a palavra para dizer o óbvio, né?

A pior fala possível num debate sobre combater o turismo sexual.

Então o projeto passou na primeira votação, mas faltava a votação final.

E aí o Flávio tentou outra manobra.

Vou gravar outro vídeo.

Pra aprovar a multa pra quem continuava vendendo cartão postal com conotação de turismo sexual, a Assembleia do Rio fez uma segunda votação.

E mesmo tendo sido o único voto contrário, o Flávio Bolsonaro subiu na tribuna e disse isso aqui.

Sabemos que na orla do Rio de Janeiro inteiro existem mulheres oferecendo um tipo de serviço.

A casa de massagens, em tudo quanto é lugar do nosso estado, na praia, tem falado de esquissexo.

Agora vamos querer punir um jornaleiro que coloca um cartão postal na banca dele?

É, deputado, o senhor tá mais preocupado com o jornaleiro que tem outras dezenas de itens pra vender do que com exploração sexual?

Mas pra espizinhar, o Flávio Bolsonaro pediu verificação de quórum, que os deputados votam, saem, e quando alguém pede essa verificação, todo mundo tem que apertar a presença de novo, porque se tiver pouca gente no plenário, a votação cai.

Aí lá vai a autora do projeto, a deputada Alice, buscar os colegas fora do plenário pra garantir o número.

E aí, só pra terminar com a mesma votação, só o Flávio Bolsonaro era contra.

O resultado é o 37 a 1.

Essa lei tá em vigor até hoje, em 2009, o dinheiro das multas passou aí pra Fundação para a Infância e Adolescência do Rio.

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