Percorre a trajetória de Flávio Bolsonaro: rachadinha na Alerj, ligação com o miliciano Adriano, Copenhagen, Banco Master e emenda ao Peixe, do caso Marielle.
Vamos começar com o começo da vida profissional dele.
Antes de ser eleito, antes de ter o primeiro cargo como deputado, ele já tinha um cargo de 40 horas semanais na Câmara em Brasília.
Em Brasília, localmente do PPB, que era o Partido Progressista Brasileiro.
De Paulo Maluf, Celso Pitta.
E foi aí que ele começou sua carreira com um cargo, ao mesmo tempo em que fazia faculdade presencial e estágio.
No Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro!
Vocês estão entendendo?
Assim ele estreia a vida política dele.
Como um NEPO Ghost.
Em 2002, Alê, ele se elege, não é?
Ele assume em 2003, né, e ele fica um tempo longo na LERJ.
E aí o gabinete do Flávio na LERJ é esse gabinete onde existem indícios de rachadinha.
Então é no gabinete do Flávio que os assessores...
teriam devolvido parte dos salários ao Fabrício Queiroz, que trabalhava com eles e que, segundo o Ministério Público, era o operador do esquema de rachadinha.
E, em 2020, o Flávio foi, portanto, denunciado por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação em débita em conexão com esse esquema de rachadinha no gabinete dele na Alerj.
E é bom lembrar que ele nunca foi inocentado.
Então, houve ali um cambalacho no final para o Flávio não ser levado a julgamento.
Durante o governo Bolsonaro.
Ele ao mesmo tempo que se aproxima, ele também se une a uma turma que é muito próxima do próprio Queiroz, porque o Queiroz, ele ao mesmo tempo que movimenta a grana, também tem ligação sim com a banda podre da polícia, chamada assim, chama como quiser, inclusive com grupos de extermínio, como o escritório do crime.
Acho que o pivô da relação do Flávio com o escritório é o famigerado Adriano da Nóbrega, ex-policial, miliciano, parte de um grupo de extermínio.
Mas não só o próprio Adriano foi condecorado pelo Flávio quando era deputado estadual, mas o Flávio empregou no seu gabinete a mãe e a mulher do Adriano da Nóbrega.
Acertos que eram feitos de muitas maneiras nos bastidores, o que leva também a um outro escândalo da família Bolsonaro, que é a Copenhagen.
Ele virou sócio de uma loja da Copenhagen.
Ela ficava no Via Parque e essa loja tinha um lucro maravilhoso, espetacular e muito regular.
O que era muito estranho.
Não tem franquia, você consegue analisar.
E foi isso que a Polícia Federal fez.
Falou, epá, não tá batendo.
Como é que essa loja vende igual?
O que acontece no Via Parque que não tem Páscoa?
Ou que é Páscoa o ano inteiro?
E como é que o pessoal lá só compra chocolate com dinheiro vivo?
Paralelo a todos esses escândalos...
O Flávio Bolsonaro também tem um escritório de advocacia Ele abriu um escritório que parece especializado nessas pessoas que cometeram crimes usando farda, crimes em nome do Estado Você quer contratar o Flávio como seu defensor no Senado da República
E vamos lembrar que também tem relações com os milicianos que mataram a Marielle.
Sabe uma coisa que eu tô com a impressão, Bruno?
Todos os escândalos de corrupção do Brasil levam a Flávio Bolsonaro.
30 milhões pro Vorcaro, vamos lá, Banco Master.
INSS, careca do INSS, não tem nada a ver.
Willer Tomás, irmão dele, assim, de Jatinho, parceiro de Jatinho, movimentou 45 milhões.
Rio de Janeiro, CV, Rodrigo Bacelar, irmãozão do cara.
Vamos pegar uns que eu não tenho nada a ver.
Faraó das Bitcoins.
Foi advogado do Faraó das Bitcoins.
Flávio Bolsonaro.
E a sócia do escritório de advocacia do Flávio é irmã do sócio do careca do INSS.
Esse é o escritório.
Mas um elemento, né, pra esse longo histórico de acusações que pesam contra o Flávio que a gente traçou aqui, é dessa emenda que o gabinete do Flávio destinou a um miliciano condenado no Rio de Janeiro.
R$199 mil, gente, destinados ao Peixe, que é ex-assessor do Domingos Brazão.
E que é acusado pela PGR de integrar justamente a organização criminosa do caso Marielle E quem deu o tiro foi quem?