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Vamos explodir o departamento de vocês no segundo turno.
Flávio, nosso ato vai ser mais forte, não vai ser só amor, igual vocês, esquerdistas de merda.
Se arrependam e dobrem os joelhos seus acéfalos, fiquem espertos com a bomba.
Mais um psicopata fascista que não suporta ver a sociedade se manifestando
e acha que vai resolver com tiro, porrada e bomba os assuntos candentes do país.
Lula, como é que foi o episódio aí na Universidade Federal de Pernambuco? Relata para nós.
Fábio, anteontem a Universidade Federal de Pernambuco sediou um comício chamado pela deputada eleita,
pelo PT, Rosa Amorim, que é de origem do MST.
Foi um comício enorme, tinha quase 10 mil pessoas no campus da Universidade Federal,
que é um pouco distante do centro da cidade aqui em Recife.
E isso marcou simbolicamente a Universidade Federal como um núcleo de resistência ao bolsonarismo,
nesta campanha de segundo turno.
Na sequência desse ato de ontem vieram essas ameaças.
Ocorreram dois pequenos incêndios durante o dia de ontem, em outros laboratórios.
Esse de ontem à noite, num núcleo de pesquisa na área de fármacos e pesquisas de mestrado e doutorado,
ocorreu ontem à noite, destruiu o prédio completamente, não tem nenhuma vítima,
não havia pessoas lá dentro, já estava fechado.
Provocou um prejuízo de, por baixo, calculado pelo reitor da Universidade,
de 100 milhões de reais em razão dos equipamentos microscópios e material de pesquisa
que estavam lá guardados e onde funcionavam laboratórios.
Essa área de tecnologia e pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco
tem um vínculo histórico com os governos de esquerda no Brasil,
sobretudo os mandatos do presidente Lula,
porque é de lá, da universidade, que tem origem.
Por exemplo, Sérgio Machado Rezende, que foi ministro da Ciência e Tecnologia,
Lúcia Melo, que foi a presidente do CNPq,
nos dois primeiros governos do presidente Lula.
Há a ex-ministra da Ciência e Tecnologia desse mandato, a Luciana Santos,
que é do PCdoB.
Então, todos têm origem na Universidade Federal de Pernambuco,
inclusive o Eduardo Campos, que foi ministro da Ciência e Tecnologia
do primeiro governo Lula.
Então, a Universidade Federal é esse núcleo de resistência.
E o que aconteceu foi uma reação, porque há essas ameaças registradas.
Aquela mensagem que você mostrou aí,
ela foi enviada para um aluno, para um professor e para um aluno
do núcleo de tecnologia.
Então, já há uma investigação federal, que foi aberta ontem à noite,
sobre esses incêndios, e também uma investigação estadual no âmbito
da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado de Pernambuco,
para determinar a origem desse ato criminoso, que é, sim, um ato de terror.
Por quê?
Porque, está claro, nessa campanha de reação para o segundo turno,
nessa eleição desse ano, as universidades, a juventude universitária,
tem sido um dos motores dessa resistência e dessa reação à esquerda.