Os cinco pontos que mudam a conversa sobre o governo Lula
Passa por imposto, corrupção, segurança, dívida e renda com dados, mostrando avanços e problemas sem tomar partido de tudo ou nada.
Postado por Del Nunes em 07/10/2026. Ver o post original
Passa por imposto, corrupção, segurança, dívida e renda com dados, mostrando avanços e problemas sem tomar partido de tudo ou nada.
Postado por Del Nunes em 07/10/2026. Ver o post original
Tudo ficou pior nos últimos quatro anos.
Será?
Eu vou te mostrar cinco pontos que mudam essa conversa sobre o governo,
com dados e sem fingir que o problema não existe.
Primeiro, imposto.
Desde janeiro, quem ganha até 5 mil reais por mês ficou isento do imposto de renda.
Essa mudança não elimina outros impostos,
mas derruba essa história de que o governo só aumentou e criou imposto.
Sem contar que nem todo imposto é definido pelo governo federal.
Estados e municípios também cobram impostos,
então não dá para colocar todo o aumento na conta do Lula.
Segundo, corrupção.
A data em que se descobre um crime não necessariamente é a data em que ele foi cometido.
A operação do INSS investigou descontos de 2019 a 2024.
O esquema veio à tona com investigação, e isso sim tem que ser reconhecido.
As falhas que deixaram a fraude acontecer precisam ser cobradas.
Já no caso Master, segundo a Folha, a rede de relações do Vorcaro reúne principalmente nomes da direita e do Centrão.
E segundo o UOL, principais políticos citados foram eleitos este ano.
Claro que relação não comprova crime, mas apresentar o caso como uma corrupção só da esquerda é completamente distorcer a história.
Terceiro, segurança.
Em 2025, a taxa de mortes violentas intencionais foi a menor desde 2012,
mas os feminicídios em contrapartida aumentaram.
E Eduarda Campopiano, que questionou a classificação do feminicídio,
foi a deputada estadual mais votada aqui de São Paulo.
Ou seja, uma contradição que merece aí uma atenção nossa, você não acha?
Também precisa ficar claro quem responde pelo quê.
A Polícia Militar e Civil responde aos governadores.
O governo federal também tem responsabilidade e ações como a Operação Mulher Segura.
Quarto, dívida pública.
Na dívida existe controle.
Gastar mais do que se arrecada pesa, mas os juros também fazem a conta crescer.
Só em agosto, mais de 88 bilhões de reais em juros foram acrescentados à dívida federal.
Parte compensada pelos pagamentos de dívida.
O governo criou regras para limitar gastos, ainda assim a dívida precisou ser enfrentada.
Mas quando a proposta é cortar programas, como o pé de meia,
que ajuda estudantes a permanecerem na escola,
também precisamos discutir qual a consequência desses cortes.
Chamar o pé de meia ou o gás do povo de populismo não encerra essa conversa.
Para quem depende desses programas, o corte tem efeito imediato na vida delas.
Quinto, poder de compra.
As pessoas ficaram mais pobres?
Entre junho e agosto o desemprego ficou menor do que o mesmo período do ano passado,
e a renda média aumentou acima da inflação.
Isso significa que, em média, o dinheiro do trabalhador passou a comprar mais coisas.
A venda de carro, por exemplo, também cresceu.
O governo criou o carro sustentável com imposto reduzido
e ampliou o Move Brasil com financiamento para taxistas e motoristas de Uber, por exemplo.
A aviação bateu recorde para agosto,
mesmo com a alta do combustível em alta por conta da guerra no Oriente Médio.
Isso não significa que todo mundo melhorou.
A inflação menor não significa que todo mundo ficou muito barato.
Você não precisa fingir que a sua vida está boa porque um indicador melhorou.
Só que a dificuldade que você vive também não significa que nada no país melhorou.
Por isso, a conversa precisa ir além do
está tudo ótimo ou está tudo uma porcaria?
Porque reconhecer esses avanços não é passar pano para o governo.
É a gente reivindicar um Brasil que a gente quer.
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