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Padre jesuíta critica voto seletivo e falta de consciência eleitoral

O padre jesuíta Bruno Franguelli critica eleitores que votam contra corrupção mas relativizam denúncias contra seus candidatos. Defende que a doutrina social da Igreja deve orientar votos conscientes, não apenas ideologia.

Postado por Bruno Franguelli, SJ em 05/10/2026. Ver o post original

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Eu tenho tentado, através destes vídeos por aqui, fazer uma coisa que a igreja me pede,

formar consciências, não formar torcidas, não fabricar militantes, mas formar cidadãos

capazes de pensar, segundo a doutrina social da igreja, porque muita gente já não vota

em propostas, comunismo, e pronto, já não precisa mais pensar, ou então, sou contra

o aborto, muito bem, eu também sou radicalmente contra o aborto, mas a defesa da vida não

pode ser seletiva, gente, e o catecismo da igreja católica é claro, a pena de morte é inadmissível,

a tortura é contrária à dignidade humana, então, você que diz que seu voto é católico,

então, realmente, você está respeitando o catecismo da igreja católica e a doutrina

social da igreja? Ah, eu voto contra a corrupção, ok. Agora acabam de publicar, sobre o caso

Master, a maioria dos políticos citados no caso Master saiu vitoriosa nas eleições.

Aí eu pergunto, onde está a tua indignação? Isso é consciência? A doutrina social da igreja

nos dá critérios, dignidade humana, bem comum, justiça e democracia. Parece que na linguagem

cristã está vencendo o homem velho que existe dentro de nós e já não queremos combatê-lo,

o nosso ser egoísta, mesquinho, violento, rancoroso. Por quê? Quando o homem velho toma o lugar da

consciência? A eleição deixa de ser uma escolha consciente, mas vira delírio eleitoral.

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