Plano de Flávio tem até R$ 300 bi em cortes? Compare com Collor
Postado por Elton Freitas em 15/10/2026. Ver o post original
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Você conhece ou lembra de Zélia Cardoso de Mello?
Ela foi ministra da economia do Collor.
Na campanha, ninguém viu plano nenhum.
Um dia depois da posse, em março de 1990, ela apareceu na televisão.
Cerca de 80% do dinheiro em conta corrente e na poupança ficou bloqueado por 18 meses.
Quem guardava para comprar a casa, para pagar um tratamento, para manter a empresa de pé, acordou sem o próprio dinheiro.
Empresas quebraram, o país afundou na recessão e a inflação voltou.
Pouco mais de um ano depois, ela deixou o governo, mudou para Nova Iorque e nunca mais voltou à vida pública.
Em 2025, admitiu, houve muitas tragédias pessoais por causa do que nós fizemos.
Ela foi embora.
O estrago ficou aqui.
Por que lembrar disso agora?
Porque o plano econômico do Flávio é coordenado pela Daniela Marques, apontada como provável ministra da economia.
E a comparação aqui não é pessoal.
É sobre método.
Primeiro, o choque logo no começo.
Segundo a CNN, a equipe estuda uma PEC da transição com até 300 bilhões em cortes.
Os alvos?
Em sigilo.
Divididos em medidas leves, médias e duras.
Duras pra quem?
Segundo, a promessa.
Ela garante que os programas sociais estão mantidos.
Na campanha de 89, o Collor também garantia que a poupança era sagrada.
Terceiro, o histórico.
Em 2022, a Daniela presidia a Caixa.
Entre o primeiro e o segundo turno, a Caixa lançou o consignado do Auxílio Brasil, com juros de 50% ao ano para quem vivia do auxílio.
O Tribunal de Contas viu risco elevadíssimo e mandou o caso para a Justiça Eleitoral.
E o mais grave, o silêncio.
Quando a imprensa revelou o plano de mexer no dinheiro da saúde e da educação, a resposta não foi desmentir, foi desautorizar quem contou.
Quanto vai ser cortado?
E agora?
Você vai entregar um poder desse tamanho sem saber o que vão fazer com ele?
O que eu tenho a perder?
Talvez muito.
Em 1990, o segredo estava na poupança.
Agora está em 300 bilhões de cortes.
E você só vai saber depois.
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