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Terras raras: quem quer o que está sob o solo do Brasil?

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Postado por REVELANDO em 16/10/2026. Ver o post original

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O Brasil tem mesmo o molho.

E eu não tô falando só da nossa cultura, do nosso povo, da nossa alegria.

Eu tô falando de um molho que todo mundo quer.

Um molho que vale dinheiro.

Que vale muito dinheiro.

Tem uma coisa embaixo do chão do Brasil que vale até mais do que o petróleo valeu no século passado.

É um recurso precioso e o mundo inteiro precisa dele, porque quase ninguém tem.

E tirando a China, a gente tem mais do que qualquer outro país.

Só que nesse exato momento, tem gente poderosa se organizando para tomar isso da gente.

Tomar o petróleo, porque ele está lá para ser tomado, eles não podem fazer nada.

O presidente americano afirmou ainda que vai controlar 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano.

Você não está numa boa posição, não é você quem dá as cartas.

Porque o Brasil é a solução da América.

Terras Raras, um acordo com o Brasil para acelerar a exploração das reservas.

As terras raras do Brasil já estão sendo rifadas por banqueiros e malandros aliados a governos externos.

Tarifas foram o movimento correto para o Brasil.

O presidente Trump agiu corretamente e eu sou muito grato a ele.

Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix.

Dá pra gente conversar e botar na mesa isso daí.

A busca de interferência é traição.

Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil.

Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos.

E quem chama eles de traidores não sou eu.

Um general condecorado com três estrelas, ex-ministro de Jair Bolsonaro.

O general Santos Cruz.

Ele deu uma entrevista pra gente e falou sobre tudo isso.

Mas antes de você ouvir o general, eu preciso te explicar três coisas.

O que o governo americano quer do Brasil?

Como o Trump costuma pegar o que ele quer dos outros países?

E quem são os brasileiros que estão abrindo a porta pro Trump entrar?

Bora começar pelo que eles querem.

Pra isso, deixa eu te levar lá pra minha terra.

Pega o celular que você tá segurando pra me assistir.

Dentro dele tem um imã minúsculo que também faz o alto-falante funcionar e o motor vibrar.

Esse imã é feito de um grupo de minerais chamado terras raras.

Esses mesmos minerais estão no motor do carro elétrico, estão na turbina eólica, nos mísseis usados nas guerras e nos drones usados para tudo.

Todo ano, o governo dos Estados Unidos publica um relatório que conta quanto de cada mineral existe embaixo da terra no mundo inteiro.

Muito bem.

O último relatório deles diz que o planeta Terra todinho tem umas 75 milhões de toneladas de terras raras.

Dessas 75, a China tem 44 e o Brasil tem 11.

Faz essa conta comigo.

A China tem mais da metade do que existe no mundo.

O Brasil tem a segunda maior reserva, quase 20%.

Os outros 200 países do planeta dividem o que sobra.

Então, quando a China resolver parar de vender esses minerais para os americanos, o único país do mundo com terras raras suficientes para pensar em substituir a China se chama Brasil.

E pior, o mesmo relatório do governo americano avisa.

A China já começou a fechar a torneira das terras raras.

O Brasil nunca foi tão estratégico.

E as terras raras são só o começo.

Você conhece o nióbio?

Nióbio é um metal que, misturado com aço, deixa o aço muito mais forte.

E por isso, ele vai no motor do avião, no gasoduto, na ponte.

Bolsonaro sempre foi obcecado com o Nióbio.

Durante a campanha eu falei tanto em Nióbio.

Nióbio.

Nióbio.

Nióbio.

Bateria de Nióbio.

Nióbio.

O mundo inteiro usa Nióbio.

E de cada 100 kg de Nióbio produzidos no planeta, 93 saem do Brasil.

Tem ainda o grafite, que vai dentro da bateria do carro elétrico e do seu celular.

O Brasil é o segundo maior produtor do mundo.

Essa situação simplesmente tira o sono dos americanos.

Porque hoje, de cada 10 quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, 7 vem da China.

E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba.

Por isso e por um monte de outras razões.

Quer dizer, para os americanos, então, encontrar outro fornecedor virou uma questão de sobrevivência.

E o outro país que tem esses minerais para oferecer...

É a gente.

Por causa disso, o sul da Bahia virou alvo de empresas americanas.

Em fevereiro de 2023, uma empresa americana chamada Energy Fields comprou, por mais de 27 milhões de dólares, uma concessão para mineração de terras raras entre Prado e Caravelas.

Nos registros da Agência Nacional de Mineração, essa empresa tem um total de 19 processos ativos em Prado, Caravelas e Alcobaça.

Em setembro desse ano, outra empresa americana, a USA Rare Earth, concluiu a compra da Serra Verde em Goiás, a única mina de terras raras em operação no Brasil.

Um negócio de quase 3 bilhões de dólares.

Só que aí, em 16 de setembro, o Brasil sancionou uma lei que diz que esses minerais até podem ser explorados por empresas de fora, mas só se elas seguirem os princípios da soberania e do nosso interesse nacional.

Em português, bem claro, a gente decidiu que a empresa pode vir explorar, mas quem manda é o Brasil.

E decidiu também que o minério não sai daqui como pedra para ser processado lá fora.

Ele precisa ser processado aqui.

Gerar emprego aqui.

Gerar riqueza aqui.

E é exatamente isso que Trump não aceita.

Porque o Trump não quer comprar o minério dos outros.

Ele quer que o minério dos outros seja dele.

E eu vou te mostrar como ele faz isso acontecer.

Para entender o que está sendo preparado para o Brasil, eu preciso te mostrar o que o Trump fez com outros países nesses últimos dois anos.

Vamos passar por alguns países diferentes bem rapidinho e você vai perceber que a história se repete.

O primeiro exemplo é o da Ucrânia.

Em fevereiro de 2025, o presidente da Ucrânia, Zelensky, foi à Casa Branca para assinar um acordo de minerais.

O país dele está em guerra com a Rússia há quatro anos e depende das armas americanas para não ser engolido.

Olha o que aconteceu na frente das câmeras.

Você não está numa boa posição agora.

Você se colocou numa posição péssima.

Por acaso, é onde está agora.

Você não está numa boa posição.

Não é você quem dá as cartas.

Dois meses depois dessa reunião humilhante, a Ucrânia assinou um acordo imposto pelos Estados Unidos.

Sim, era um acordo, mas era imposto pela parte mais forte.

E nem preciso dizer que o tal acordo era péssimo para a Ucrânia.

Veja o que ele diz.

Metade de toda receita, de toda licença nova de minério, petróleo e gás da Ucrânia agora vai para um fundo administrado junto com o governo americano.

Ou seja, um país em guerra

entregou metade das riquezas do seu subsolo para os americanos, em troca de continuar vivo.

Segundo exemplo, Venezuela.

No dia 3 de janeiro desse ano, forças especiais americanas entraram em Caracas e capturaram o ditador deles, o Nicolás Maduro.

Quem assumiu foi a vice dele, a Delcy Rodrigues, que só ficou no cargo porque o Trump deixou.

Passaram sete meses e, em agosto,

Trump anunciou um acordo de petróleo com o governo da Delcy.

Olha os termos do acordo.

A Venezuela simplesmente entregou para os americanos 17 campos de petróleo, cerca de um quinto da produção do país.

Isso pelos próximos 100 anos.

Eu vou repetir, isso é pelos próximos 100 anos.

Os Estados Unidos ficam com 35% da empresa de petróleo da Venezuela com direito de veto sobre a diretoria

e ainda compram até 20% do petróleo dessa operação pelo preço de custo, ou seja, sem lucro nenhum para o povo da Venezuela.

Isso é o que a Venezuela entregou depois que os americanos tiraram o presidente à força e deixaram no lugar alguém que devia o cargo a eles.

E Trump ainda explicou para os americanos que o petróleo era um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos.

O terceiro exemplo é o Irã.

Em fevereiro desse ano, os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã.

Mataram o líder iraniano, Yatollah Khamenei, e até hoje a guerra não acabou.

Quando um jornalista do Financial Times perguntou ao Trump o que ele queria do Irã, ele disse explicitamente que o que ele queria era petróleo.

E pouco tempo depois, ele disse que o Irã estava dando petróleo para os Estados Unidos em sinal de respeito.

É inacreditável, cara.

É inacreditável.

E então hoje eles nos fizeram uma homenagem.

Eu não sei, eu não consegui definir com exatidão, mas acho que eles deram como sinal de respeito 20 navios petroleiros, 20 navios enormes que estão passando pelo Estreito de Hormuz.

Já o quarto exemplo é o da Colômbia.

Em junho, a Colômbia elegeu um presidente de extrema direita, o Abelardo de la Espriella.

com apoio declarado de Donald Trump.

Ele tomou posse em agosto e um mês depois o secretário de Estado americano, Marco Rubio, desembarcou em Barranquilla e os dois assinaram um acordo justamente sobre minerais críticos.

Esse que o Brasil tem de sobra.

O cara nem tinha trocado as cortinas do palácio e o minério já estava na mesa.

E o último exemplo que eu vou dar é o da Argentina.

que é nossa vizinha também.

Em outubro do ano passado, a Argentina ia votar numa eleição que decidia se o presidente de extrema direita deles, o Javier Milley, continuaria a ter força no Congresso.

Duas semanas antes da votação, os americanos anunciaram que iam emprestar 20 bilhões de dólares para o governo do Milley.

E aí perguntaram ao Trump, numa coletiva, se a ajuda dependia do resultado.

Olha o que ele respondeu.

Se ele perder, nós não vamos ser generosos com a Argentina.

O Millet ganhou.

Quatro meses depois, em fevereiro, Argentina e Estados Unidos assinaram um acordo de minerais críticos.

Você tá vendo?

Você percebe como a história se repete?

Primeiro vem a pressão.

Uma guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que for preciso.

Depois, alguém no poder que deva o próprio cargo a Donald Trump.

A Delcy na Venezuela, o Espiedia na Colômbia, o Milley na Argentina.

E no fim, chega o acordo.

Minério e petróleo saindo do país com os americanos comandando.

Agora, olha a situação do Brasil com esses três passos na cabeça.

O primeiro passo, a pressão, já veio.

Em 30 de julho do ano passado, Trump assinou uma ordem executiva que declarou emergência nacional por causa do Brasil.

Chamou o nosso país de ameaça incomum e extraordinária à segurança dos Estados Unidos e taxou em 50% quase tudo que a gente vende para lá.

Agora em setembro, o Estadão, jornal conhecidamente conservador, revelou 21 exigências que o governo americano entregou para o Brasil em outubro do ano passado.

Tem de tudo nessa lista.

Anistia para os condenados pelo golpe, tarifa zero para os produtos americanos e até o fim do Pix de graça.

Sim, eles acham.

que o Pix faz concorrência desleal com os cartões de crédito da Visa, do Mastercard e outras empresas americanas e exigiram por escrito que o Brasil acabe com o Pix.

Mas eu quero que você olhe dois itens dessa lista que quase ninguém comentou.

Um diz que o Brasil tem que avisar aos Estados Unidos com antecedência toda vez que for vender um ativo de minerais críticos.

e também dar para as empresas americanas tratamento preferencial.

O outro item diz que o Brasil tem que limitar o investimento de entidades estrangeiras preocupantes na mineração.

Entidade estrangeira preocupante é um jeito educado de dizer China.

Ou seja, a China não pode mais investir no Brasil.

A boa notícia é que a diplomacia brasileira leu essa lista absurda

E não levou a sério.

Lula chamou aquilo de arquivo morto.

E é por isso que agora os americanos estão focados no segundo passo.

Eles querem ter alguém no poder que deva o cargo a Trump.

E para isso, Trump precisa de brasileiros dispostos a ter essa relação de dívida com ele.

Essa rua tranquila fica a 40 minutos de Orlando, na Flórida.

Essa casa foi comprada em novembro do ano passado por 1 milhão e 200 mil dólares, uns 6 milhões de reais.

O dono é esse homem.

Quando eu digo que os jornalistas são putas...

O nome desse sujeito é Paulo Figueiredo.

E ele é neto do general João Figueiredo, que foi o último presidente da ditadura militar.

Ele é comentarista político, ele é dono de um programa na internet e desde o começo de 2023 ele é um homem procurado pela Polícia Federal.

Quando ele assinou a compra dessa casa, ele devia 4 milhões e 900 mil reais à União, numa dívida que, segundo a PF, é ligada a um esquema de sonegação de imposto.

Curiosamente, o governo americano escolheu justo esse homem para fazer o papel de vítima.

No comunicado oficial emitido pela Casa Branca, no dia em que eles decidiram punir o Brasil inteiro com tarifas, o nome de Paulo Figueiredo aparece.

Sim, um país inteiro foi punido e um dos motivos escritos no papel é a situação judicial de um neto de ditador que deve milhões de reais para a União.

Ou seja, um sujeito que deve dinheiro para todos nós.

Estou 100% convencido de que as tarifas foram o movimento correto para o Brasil.

O presidente Trump agiu corretamente e eu sou muito grato a ele.

E o pior, quem estava lá nos Estados Unidos junto com o Figueiredo pedindo para os americanos criarem essas tarifas era ninguém mais, ninguém menos do que Eduardo Bolsonaro.

O cenário brasileiro do que está acontecendo aí, os impactos da tarifa e o Paulo Figueiredo sempre conosco aqui ajudando.

Eduardo era deputado federal até dezembro do ano passado, quando a Câmara declarou a perda do mandato por falta, porque ele simplesmente parou de trabalhar.

E ele foi condenado em junho desse ano a quatro anos e dois meses de prisão por coação, por ter ido aos Estados Unidos, ainda com mandato, negociar sanções contra autoridades do próprio país.

Hoje, a Polícia Federal apura se quem pagava as contas dele no Texas era o Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

E hoje, o irmão de Eduardo, Flávio, é o candidato que quer ocupar no Brasil o lugar que a Delci ocupa na Venezuela e o Espriédia ocupa na Colômbia.

E quem está dizendo isso é ele mesmo.

Em 28 de março, numa conferência do partido de Trump, o CPEC, ele subiu no palco e prometeu exatamente isso.

O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro da hemisféria será falso, porque o Brasil é a solução da América para que a independência da China seja quebrada para minerais críticos, especialmente elementos raros na Terra.

A solução da América, ele diz.

Da América.

E esse discurso não parece ter sido um improviso.

Porque nove dias antes, esse homem aqui tinha escrito uma espécie de roteiro.

Esse cara é o André Marinho.

Humorista, ex-apresentador da Jovem Pan e ex-candidato do Novo ao Governo do Rio.

Ele é filho de Paulo Marinho, um dos principais apoiadores da candidatura de Jair Bolsonaro em 2018.

Em março desse ano, o André escreveu um texto de 22 páginas em inglês

com o nome Prosperity Partnership, explicando como seria a parceria entre o governo de Flávio Bolsonaro e os Estados Unidos para explorar minerais críticos e terras raras no Brasil.

Três semanas depois de escrever esse documento, o André Marinho estava nos Estados Unidos numa reunião com o vice-presidente americano

Presta atenção.

Depois de escrever esse documento, ele estava em uma reunião com o vice-presidente americano, um cara chamado J.D.

Vance.

Esse J.D.

Vance é muito importante para essa história.

Em 2019, J.D.

Vance fundou o Rockbridge Network, um clube de doadores bilionários.

E em maio desse ano,

O Rockbridge registrou uma empresa chamada Rockbridge Brasil, lá nos Estados Unidos, e quem assinou a abertura foi um assessor do próprio J.D.

Vance, um cara chamado Chris Applegate.

Uma consultoria da Faria Lima ajudou no registro.

A Rockbridge diz que a iniciativa não prosseguiu e que nunca mandou dinheiro pra cá, mas parece que ela tem um representante no Brasil, um carioca com o nome de personagem de filme de Sessão da Tarde.

Pedro da Rockbridge.

Esse seria o nome de guerra de Pedro Sang, um empresário que se apresenta como o homem da Rockbridge no Brasil e que montou o comitê de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo.

Em setembro, Renan Santos, do partido Missão, que também era candidato da direita, acusou publicamente a Rockbridge de ter botado dinheiro na campanha de Flávio Bolsonaro.

As palavras dele fecharam com o Flávio.

E esses caras entraram na campanha do Flávio, naturalmente e ilegalmente, são os caras que vão, caso o Flávio vença, ganhar dinheiro com essa merda.

Essa turma de canalhas está rifando o nosso futuro, rifando o nosso presente e não dando a nós brasileiros sequer a chance de sonhar.

As terras raras do Brasil já estão sendo rifadas por banqueiros e malandros aliados a governos externos.

Agora veja, os ricaços americanos ligados a Rockbridge criaram também um fundo de investimento chamado 1789 Capital, junto com o Donald Trump Jr., que é filho de Trump.

Depois, a 1789 investiu milhões de dólares numa fabricante de imãs, a Vulcan Elements.

E a Vulcan tem contrato de fornecimento com a Energy Fields, que é a dona do projeto de mineração de terras raras em Prado, no sul da Bahia.

Quer dizer, o dinheiro do filho de Trump já está, por tabela, aplicado no minério da Bahia.

Tá vendo?

Terras raras de novo.

Toda vez que você puxa um fio dessa turma, ele termina no minério.

Então vamos juntar as peças.

O neto do ditador ficou dizendo que o Trump tinha que tarifar o Brasil.

O Eduardo levou o pedido para a Casa Branca.

O Flávio prometeu em público ser a solução da América.

E o André Marinho escreveu o plano de parceria.

e Plano de Parceria.

O Pedro da Rock Bridge toca o comitê de campanha de Flávio.

O clube do Vence está do outro lado da mesa, com o fundo do filho do Trump, já dentro do projeto de exploração de minério em Prado, na Bahia.

Essas pessoas estão claramente conspirando contra o Brasil.

Agora, sabe quem também parece ter juntado essas peças?

Um general de três estrelas de direita, que foi ministro de Jair Bolsonaro.

Ele se chama general Santos Cruz,

E ele recebeu a nossa equipe 12 dias antes da eleição e falou por uma hora e meia.

Eu não estava lá, quem entrevistou o general foi o jornalista Bruno Torturra e a entrevista inteira está no canal do Revelando, você pode assistir tudo.

Mas eu faço questão de te mostrar quatro trechos.

O primeiro é sobre de que lado ele está e sobre o nome que ele dá para tudo que você acabou de ver.

O senhor ainda se considera um homem de direita?

Como é que o senhor se posiciona ideologicamente hoje?

Olha, eu me considero de direita.

Isso aí que a gente vê, esse extremismo, isso aí não é direito, isso é vigarice.

Isso aí se chama vigarice.

É submissão voluntária.

Então os Estados Unidos também se beneficiam desse voluntariado que ele nem precisou recrutar.

Já esse trecho aqui é sobre o que o general chama de turma do gorro.

Brasileiros que estão nos Estados Unidos puxando o saco de trânsito.

Uma pessoa que resolve se dedicar à vida pública pela política, pessoa que é deputado, que é um governador, se colocar um gorrinho, Make America Great Again, é um negócio assim que você não tem igual no mundo.

Se dizem patriotas, mas perderam totalmente o sentimento de patriotismo.

Onde você se submete a tirar uma fotografia que vai entrar para a história.

Você tem um presidente dos Estados Unidos sentado e você em pé do lado, numa posição de subalterno, né?

Subalterno.

O próximo trecho é sobre a minha terra.

General, o Brasil pode vender terra rara desse jeito?

E esse último trecho é sobre a pergunta que eu mais queria fazer.

General Santos Cruz, o Brasil pode virar uma colônia americana?

Nas Américas aqui tem três países que jamais vão ser colônia americana.

Quais países?

Canadá, que é um país grande, o México...

e o Brasil.

O Brasil é 50% do PIB de toda a América do Sul.

Então esses países, eles nunca vão se sujeitar a isso.

A não ser que eles consigam, dentro de um país, um apoio quase incondicional, um apoio subalterno.

E no Brasil, infelizmente, para ganhar alguns pontos na corrida eleitoral, isso aí foi colocado na pauta.

Eu não sei você, mas quando eu ouço o Santos Cruz, eu fico bem impressionado.

Porque não tem direita nem esquerda aqui.

Eu sou um motor de esquerda, ele é um general de direita.

trabalhou com Bolsonaro.

E nós concordamos no essencial.

Nossos minerais raros são estratégicos.

Os brasileiros que estão tentando entregar o Brasil de bandeja para Trump são uma vergonha para o Brasil.

E Flávio está fazendo tudo isso para tentar ganhar uma eleição.

O deprimente é que ele pode conseguir.

Mas tem um outro lado dessa história que é um lado bom.

O Brasil hoje está numa posição que nenhum outro país do mundo está.

Porque embaixo do chão a gente tem a segunda maior reserva de terras raras do planeta.

A segunda maior reserva de grafite e a maior reserva de nióbio.

Isso é o que o mundo inteiro vai precisar pelos próximos 50 anos.

Está aqui.

E em cima do chão a gente tem algo ainda mais valioso.

A maior floresta do mundo.

A maior biodiversidade do planeta.

Você sabe o Ozempic, remédio de emagrecer, que está em todo lugar?

A ciência dele começou no veneno de um lagarto que mora num deserto no sul dos Estados Unidos.

Hoje, a empresa que fabrica o Ozempic vale mais do que a economia inteira da Dinamarca, que é o país onde ela é sediada.

Sim, tem um país inteiro, um país próspero, vivendo de um remédio que começou no veneno de um bicho.

E aqui a gente tem mais bicho, mais planta, mais veneno do que qualquer lugar do planeta Terra.

O Brasil vai ser um país muito rico nas próximas décadas.

A pergunta é quem vai ser o dono dessa riqueza?

A gente ou um bando de americano que gosta de tomar o que é dos outros?

Quando aquela lista de 21 exigências dos americanos chegou, Lula mandou para o arquivo morto.

E quando o minério entrou na pauta, ele assinou uma lei dizendo que quem manda aqui é o Brasil.

E do outro lado, tem um candidato que subiu no palco nos Estados Unidos e prometeu, em inglês, ser a solução da América.

Do lado desse candidato tem um neto de ditador que deve a receita, tem um ex-deputado que parou de ir trabalhar, tem um imitador de político e tem o Pedro do Rockbridge.

Todos eles parecem prontos para entregar para o Trump uma riqueza que é nossa, que é sua.

O general Santos Cruz, que entende muito mais de segurança nacional do que eu, já avisou.

Um país do tamanho do Brasil, ninguém toma força.

Ele só vira colônia se alguém de dentro abrir a porta.

Que nem vampiro.

Porque tem gente oferecendo o Brasil de bandeja pro Trump.

Mas pra entregar a bandeja, eles precisam de uma coisa que eles ainda não têm.

A chave do Palácio do Planalto.

Eu sou Wagner Moura e esse foi um episódio do Revelando.

Legenda Pedro Esteves

Legenda por Sônia Ruberti

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