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Aposentados e o risco das reformas da previdência

Vídeo alerta aposentados sobre propostas de desvinculação das aposentadorias do salário mínimo, comparando com reformas chilenas que geraram crises entre idosos.

Postado por Hermes Carvalho Fernandes em 06/10/2026. Ver o post original

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Se você é aposentado ou pensionista, presta muita atenção no que eu vou dizer.

Você trabalhou a vida inteira, ajudou a construir este país e agora, na velhice,

depende da sua aposentadoria para comprar comida, pagar a luz, comprar seus remédios

e ajudar muitas vezes os filhos e os netos, não é verdade?

Pois é justamente você quem precisa ficar de olho no que pode acontecer.

Flávio Bolsonaro já defendeu a ideia de que as aposentadorias não acompanhem mais o aumento do salário mínimo.

A proposta foi colocada na mesa e isso deveria servir de alerta.

Se o salário mínimo aumenta e a sua aposentadoria não acompanha, você vai ficando cada vez mais pobre.

A conta do supermercado aumenta, o remédio aumenta, a luz aumenta, o aluguel aumenta,

mas a sua aposentadoria fica para trás.

E eu quero que você olhe o que aconteceu no Chile.

Foi lá que se implantou, durante a ditadura de Pinochet,

um modelo de previdência que o Paulo Guedes, do governo Bolsonaro, dizia admirar

e que chegou a defender como inspiração para o Brasil.

Muitos idosos chilenos passaram a receber aposentadorias muito baixas.

Muitos precisaram continuar trabalhando mesmo depois de velhos.

Outros tiveram que depender dos filhos ou de outros familiares.

O resultado?

O Chile enfrenta há anos um problema seríssimo, o suicídio entre idosos.

Em 2026, um dos principais jornais chilenos revelou um dado assustador.

Quase um em cada cinco casos no país acontece entre pessoas com 60 anos ou mais.

Só em 2024 foram quase mil.

Alguns casais de idosos desistiram juntos.

Pobreza, solidão, doença, perda de autonomia, falta de proteção

podem se juntar e tornar a velhice numa experiência de sofrimento.

E é isso que eu quero que você entenda.

Você não tem que aceitar que depois de trabalhar a vida inteira

precisa escolher entre comprar comida e comprar remédio.

Porque a aposentadoria não dá conta.

Você tem o direito a envelhecer com dignidade.

Por isso, meu senhor e minha senhora, antes de votar,

olhe para além das promessas.

Pergunte o que esse projeto de país vai fazer com a minha aposentadoria.

Depois que a eleição passar, não será o político que vai precisar viver com a sua aposentadoria.

Será você.

Por favor, não deixe de votar.

Sua voz ainda pode ser ouvida.

Seu voto pode impedir que essa desgraça aconteça.

Esses políticos tentam ganhar seu voto falando que defendem a família, os valores, a fé.

Mas, no fundo, quem tirar os seus direitos tiver morrer a míngua.

Mas é uma pergunta que eu gostaria de dirigir especialmente às igrejas.

Os pastores induzem as pessoas a votarem no seu candidato.

Se o Estado reduzir sua capacidade de amparar os mais vulneráveis,

quem cuidará dos idosos que não conseguirem mais viver com as suas aposentadorias.

Espero que as igrejas estejam preparadas para fazer aquilo que os cristãos primitivos faziam.

Cuidar dos órfãos, das viúvas e dos que ficaram desamparados.

Porque uma política de austeridade não elimina a necessidade de cuidado.

Ela apenas pode transferir essa responsabilidade para as famílias, para as comunidades,

em muitos casos, igrejas.

Isso poderá sobrecarregar instituições que talvez não estejam preparadas para assumir uma demanda dessa dimensão.

Uma pergunta ainda mais incômoda.

Hoje, muitas igrejas recebem o dízimo dos aposentados.

Mas se um dia esses aposentados tiverem sua renda drasticamente reduzida,

estarão essas mesmas igrejas dispostas a transformar parte do que receberam deles em cuidado para eles?

Será que o dízimo dos velhinhos será lembrado quando eles já não puderem mais contribuir?

O Evangelho nunca ensinou a igreja a cuidar apenas de quem pode contribuir.

O Evangelho nos ensina a cuidar justamente de quem precisa.

E talvez seja um dos grandes testes que uma eventual crise econômica poderá impor às igrejas brasileiras.

Descobrir se elas são comunidades de fé ou apenas agências de arrecadação.

E das contas, não se trata apenas de escolher um modelo econômico.

Se decidir, vai pagar o preço por ele.

Por amor aos nossos pais e avós, não desperdicem o voto com a extrema-direita.

Lembrem-se que um dia todos envelheceremos.

No próximo dia 25, vote em quem defende os seus direitos e luta por eles.

Vote 13, te lula.

O Evangelho

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