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00:00 São de família?
00:01 Quatro.
00:01 Tem menores?
00:02 Sim, dois menores e minha mulher e eu.
00:04 Estou comendo uma vez ao dia.
00:05 É muito triste isso de dizer.
00:07 Uma vez ao dia estou comendo com a minha família.
00:08 Tem trabalho?
00:09 Tenho trabalho, isso é o que mais me dói.
00:11 Vivo ao lado da casa da minha irmã e com ela que me passa um prato de comida.
00:14 Se não, não tenho para comer.
00:15 Não tenho um peso, não tenho um peso.
00:17 A carne é um privilégio para os que vivemos na Argentina.
00:20 Comemos carne uma vez ao mês.
00:21 Nem mesmo hoje estamos comendo muitos poços.
00:24 Estamos comendo nada.
00:26 As famílias que ficaram sem trabalho, o alcance é porque cada vez são mais as bocas que vêm.
00:30 Cada vez mais não há trabalho, então há mais gente.
00:34 Há um cenário em que as fábricas se fecham, há muitos despedidos.
00:37 Há trabalhadores formais que são parte dessas filas que vão pedir comida nesses espaços de cuidado comunitário.
00:44 Me tiraram da casa onde eu vivo porque não pude pagar o alquiler.
00:47 Não vendi nada.
00:48 O que posso fazer?
00:49 Não tenho para pagar meu alquiler.
00:51 Estou em uma situação horrível.
00:53 Eu tenho um filho que tem 11 anos.
00:56 É muito difícil deixar a gente sem trabalho.
00:59 Há oito meses, éramos 28 anos na empresa.
01:02 Hoje somos dois.
01:04 O que eu faço com o meu filho?
01:05 Eu o ajudo a atender.
01:06 Ele me paga um salário porque eu sou jubilada.
01:09 E com a jubilada eu não consigo comer.
01:11 Desde que está este governo foi um desastre.
01:13 Hoje, no Brasil, passamos a ter esperança de terminar como vocês hoje.