Rebate quem acusa Lula de antissemitismo lembrando um episódio de Roberto Alvim, no governo Bolsonaro, e uma pergunta feita a Bolsonaro no CQC em 2010.
Estava trocando ideia agora com um amigo meu que é judeu e ele não quer votar no Lula porque ele acha que o Lula é antissemita.
Mas ele havia se esquecido e eu fiz questão de lembrar ele que o Roberto Alvim, que foi o secretário de cultura do Bolsonaro, fez um vídeo praticamente idêntico ao de Joseph Goebbels.
Ministro da Propaganda do Hitler, que tinha a famosa frase Uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade O vídeo repercutiu tanto na época, foi tão assustadoramente igual e sem vergonha nenhuma Que o cara foi afastado, até o Bolsonaro teve que afastar o cara
Já em 2010, quando Bolsonaro foi no CQC e foi perguntado se, mesmo sabendo das milhões de mortes que o exército nazista provocou a milhões de pessoas, judeus, negros, todo mundo, mesmo sabendo de tudo isso, se ele se filiaria ao exército nazista.
Eu não acredito, cara.
É bizarro.
Sabe que da história da Segunda Guerra Mundial, incluindo toda a morte nos campos de concentração, o Holocausto, aqueles 6 milhões de judeus assassinados, você teria se alistado como militar se fosse da Alemanha naquele contexto?
Olha, o meu bisavô foi soldado de lito.
Ele perdeu um braço, inclusive, na guerra, né?
Seu bisavô?
Bom problema.
A minha família é só de alemães e italianos.
O pior é que não me surpreende em nada que os avós deles sejam descendentes da Alemanha nazista e da Itália fascista.
É por isso que veio esse produto aí que veio parar no Rio de Janeiro.
Isso sem falar que uma das deputadas mais fortes do PL é a Júlia Zanatta, que ganhou a eleição em Santa Catarina, saiu com um chicote na rua, chicoteando o chão, parecendo uma senhora de engenho, e também usa uma coroa de flores, que é um símbolo nazista que as mulheres na Alemanha nazista usavam.