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Eleição pode mudar o STF e os direitos LGBTQIAPN+? Veja o alerta

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Postado por Antonio Tabet em 23/10/2026. Ver o post original

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Olá, eu sou Paulo Coelho, faz séculos, séculos é uma figura de linguagem, claro, mas eu não dou mais depoimento, todo dia me pedem coisas, eu não faço, mas pra esse caso, eu resolvi fazer.

Tem muita coisa em jogo nessas eleições.

Você já teve medo de andar de mãos dadas com a pessoa que você ama?

Todo ser humano nasce precisando de amor.

Mas algumas pessoas crescem tendo que lutar para serem amadas.

Porque muitas vezes esse amor é condicionado.

Condicionado a ser bem sucedido, a se comportar de determinada maneira.

A corresponder às expectativas dos pais, da família, dos amigos, da sociedade.

A ser o que os outros esperam que você seja.

Ninguém escolhe onde nasce, em que família nasce.

Você nem deveria se desculpar por ser quem é.

Ninguém deveria ser diminuído por características que não têm absolutamente nada de errado.

E ninguém deveria ter que conquistar o amor dos próprios pais.

A pior pessoa que você pode decepcionar é você mesmo.

Escuta de novo, a pior pessoa que você pode decepcionar é você mesmo.

É por isso que precisamos falar sobre as pessoas LGBTQIAPN+.

Estamos falando de filhos, filhas, irmãos, amigos, colegas de trabalho.

Pessoas talentosas, generosas.

Gente como a gente que só quer viver e amar em paz.

Especialmente os jovens.

Um jovem LGBT não deveria precisar esconder quem é.

Para fazer parte da própria família.

A rejeição, o preconceito e o isolamento podem causar um sofrimento devastador.

E estão entre os fatores que aumentam o risco de suicídio entre jovens LGBTQI.

Mas essa não pode ser uma luta só das pessoas LGBTQIAPN+.

Ela precisa ser também das mães.

Dos pais, dos amigos, dos irmãos e dos professores.

De todas as pessoas que amam alguém LGBTQIAPN+.

Muitos dos direitos que temos hoje foram conquistados com sofrimento enorme.

Nos anos 80, a AIDS devastou famílias inteiras.

Milhares de pessoas morreram enquanto uma parte da sociedade respondia com preconceito e indiferença.

Mas a comunidade LGBT se organizou e foi às ruas.

Com apoio de familiares, amigos, artistas, médicos, ativistas.

Lutou por informação, prevenção e tratamento para continuar vivendo.

Viva!

Décadas depois a gente tem conquistas como a PrEP, hoje oferecida gratuitamente pelo SUS.

E além do tratamento de HIV e AIDS e do medicamento.

Pessoal da minha idade, vamos se juntar.

Se nós temos nossos direitos hoje, é porque outras pessoas de outras gerações deram a vida por isso.

Não importa se você é LGBTQIA+, essa é uma causa de todos nós.

E a luta continuou.

Pelo direito de casar.

Pelo direito de construir uma família.

Pelo direito de acompanhar o companheiro ou companheira no hospital e ter os seus vínculos reconhecidos.

Pelo direito de receber uma herança depois de construir uma vida inteira com alguém.

Eu penso em tudo que a sociedade conquistou com tanta dificuldade e no tanto que ainda falta conquistar.

Penso nas mulheres, nas crianças, nas pessoas LGBTQIA+.

Tem que se fazer uma coisa para acabar com essa história de que as pessoas têm que ser iguais, elas não são iguais, elas são diferentes.

Sim, as pessoas são diferentes, e que bom, mas o acesso aos direitos precisa ser igual.

Ninguém é melhor que ninguém.

Nada disso caiu do céu.

Foram décadas de luta para conquistar direitos que muitas outras pessoas sempre tiveram.

E agora, precisamos falar sobre o Brasil.

Estamos diante de uma eleição que pode mudar profundamente a composição do Supremo Tribunal Federal.

O próximo presidente poderá indicar quatro dos onze ministros do STF.

Jair Bolsonaro já indicou dois ministros.

Portanto, uma vitória de seu filho poderia levar a seis ministros indicados pelos dois, criando uma maioria de origem bolsonarista na corte.

Isso não significa que todos votariam da mesma maneira.

Mas isso significa a possibilidade de uma mudança concreta na interpretação de direitos fundamentais.

Inclusive aquelas que protegem as famílias LGBTQs.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O reconhecimento das nossas famílias.

E outras conquistas jurídicas precisam continuar sendo respeitadas.

Tantas coisas foram conquistadas já para todas nós.

A extrema direita vai aniquilar tudo isso.

E a gestão do filho do Bolsonaro significa um retrocesso às políticas que avançaram tanto, principalmente as políticas sociais e culturais.

Por isso é tão importante conhecer as propostas dos candidatos, compreender as consequências dessa eleição e participar desse debate.

Não estamos falando apenas de política.

Porque ninguém aqui está pedindo privilégio.

A gente só quer amar, ser feliz, trabalhar.

Isso não tem nada a ver com direita ou esquerda.

Isso tem a ver com humanidade.

Estamos falando da vida de pessoas que amamos.

Dos nossos filhos, das nossas filhas, dos nossos amigos, de jovens que precisam saber que tem futuro.

Podem amar, construir famílias, realizar sonhos e serem felizes.

Mas se a gente votar agora nesse cara, a gente tá acabando com o futuro pra gente e pra quem vem depois da gente durante muitos anos.

Vamos lutar pelos direitos civis.

Espero que a minha voz seja escutada.

O amor não pode ser condicionado.

O amor não pode ser condicionado.

Legenda por Jair Bolsonaro

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