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Em 2023, Yanomami denunciavam fome e pedidos sem resposta

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Reportagem de 2023 mostra a crise humanitária Yanomami: crianças doentes e com fome, e relato de pedidos de socorro ao governo federal que teriam ficado sem resposta.

Postado por Gabi Oliveira • Leituras e cura em 06/10/2026. Ver o post original

O que é falado no vídeo

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Que no período Bolsonaro, as mortes de crianças Yanomami por desnutrição quase quadruplicaram.

Um aumento de 360%.

As crianças estão doentes?

É, diarreia.

Diarreia?

É.

Come?

É, muita fome.

Não tem comida.

É, não.

Ele conta que um jovem morreu hoje na aldeia e muitos moradores estão no mato, chorando o morto.

Por que ele morreu?

Homem.

A tragédia Yanomami se transformou em uma crise humanitária imensa, longe dos olhos do Brasil, mas não por falta de aviso.

Eu mandei várias vezes esse ofício para o governo federal, avisando que o Yanomami estava doente, desnutrição grave, para fazer uma ação na terra indígena Yanomami, com as fotos, mas nunca responderam para nós.

Ao todo, 21 pedidos em 4 anos, sem resposta.

Como não se comover com o gesto de proteção de uma irmãzinha?

Sábado, dia 21, o ex-presidente disse numa rede social que a fome Yanomami é uma farsa da esquerda e que o governo dele executou 20 operações de saúde em terras indígenas.

Durante esses quatro anos piorou muito as situações graves, né?

Chegou malária, desnutrição, até indígena Yanomami.

Ainda deputado, Bolsonaro propôs acabar com a terra indígena Yanomami porque é riquíssima em madeiras nobres e metais raros.

Crianças ficam doentes, morrem aqui e a gente não chega a socorro aqui.

Em poucos minutos estão voando amedrontadas, mas sem reagir.

Estão febris, improvisamos agasalhos.

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