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Um padre amigo meu me mandou uma mensagem preocupado.
Estava circulando que Lula queria acabar com o celibato dos padres
e permitir mulheres como sacerdotes.
Vamos aos fatos.
Lula realmente falou sobre isso numa reunião com lideranças evangélicas,
mas ele não propôs uma mudança na igreja católica.
Ele estava fazendo uma comparação entre católicos e evangélicos.
Agora vem a parte que merece nossa atenção.
Essa fala verdadeira é retirada do contexto,
transformada numa ameaça à igreja católica e distribuída justamente entre os católicos.
Por quê?
Porque a eleição está sendo disputada também dentro das igrejas.
Flávio Bolsonaro já construiu uma aproximação pública
com grandes lideranças e denominações evangélicas.
E isso está documentado.
E existe uma história que não pode ser esquecida.
Durante a Guerra Fria, setores do protestantismo brasileiro
foram alcançados pela propaganda anticomunista de origem norte-americana.
Há estudos históricos mostrando essa influência sobre segmentos religiosos
que apoiaram o regime de 64.
Isso é história, não é teoria da conspiração.
E agora temos outro fato.
A própria Bin alertou para uma escalada de pressão nos Estados Unidos
sobre a eleição brasileira
e situações atribuídas ao governo Trump e ao secretário Marco Rubio.
Então eu faço uma pergunta.
Será que estamos vendo uma nova guerra pelo voto religioso?
Primeiro consolidar o voto evangélico.
E agora provocar desconfiança entre os católicos.
Pegar uma fala de Lula, tirar do contexto e apresentar como ameaça à fé.
Se isso estiver acontecendo de forma organizada,
precisamos descobrir quem financia, quem produz, quem distribui e quem se beneficia.
Mas atenção.
Uma coisa é fato comprovado, outra é hipótese.
Não precisamos de teoria de conspiração.
Precisamos investigar.
Porque numa democracia, religião é uma questão de fé.
Mas transformar a fé em instrumento de manipulação eleitoral
é uma questão política.
E isso sim precisa ser discutido às claras.