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Lula pode virar o jogo no 2º turno? O apelo: não deixar o entusiasmo morrer

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Defende que a militância não perca o entusiasmo após o 1º turno e aposte em virar voto, de porta em porta e por WhatsApp, para tentar uma vitória de Lula.

Postado por Carolina Botelho em 09/10/2026. Ver o post original

O que é falado no vídeo

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A gente está prestes a conseguir a maior vitória das nossas vidas.

Passados alguns dias da catástrofe que foi a eleição de primeiro turno para presidente do Brasil, eu acho que algumas coisas estão ficando claras, né?

Muita gente dando dados, números, por que a gente pode virar, por que a gente vai virar, o que a gente tem que fazer, as pessoas estão fazendo tutoriais do que fazer, como virar voto, então já está acontecendo.

Já tem um movimento em curso, mas não quero falar disso.

Eu quero falar daquela coisa que a ideologia da extrema-direita mata, mata pra poder sobreviver.

É a primeira coisa que ela mata na gente, o entusiasmo.

A extrema-direita faz isso com a maior competência.

Ela mata o nosso entusiasmo.

E aí, sem entusiasmo...

A gente não ganha nada, mesmo, né?

Então, a nossa luta não é contra o campo de lá, porque o campo de lá, ele é horroroso.

É isso tudo mesmo.

É o fascismo.

É o fim da democracia.

É o abismo.

É a noite escura da alma.

É tudo isso, gente.

É realmente tudo isso.

Mas, mas, se a gente não se permitir sonhar, delirar, entrar na luta como quem vai ganhar, a gente não vai conseguir.

Então, a gente não pode deixar o entusiasmo morrer.

Não pode.

Não pode.

A gente do campo de cá é quem sabe fazer a festa, e é o que a gente vai fazer.

A gente vai levar o Lula a uma vitória histórica, a uma virada inédita, inédita no Brasil, porque no Chile já houve.

O safado está por aí contando essa história.

O Boric perdeu no primeiro turno pela mesma diferença, para a extrema direita, e aí o Chile se mobilizou, mobilizou numa campanha viravoto delirante, de porta em porta, e o Boric ganhou o segundo turno com 10 pontos de vantagem.

É isso.

Mas o entusiasmo precisa ficar aqui com a gente.

Sem ele a gente não consegue.

E a gente tem que estar entusiasmadas e entusiasmados mesmo.

Porque essa é a luta, gente.

Essa é a luta.

Essa é a luta talvez seja a maior das nossas vidas.

Vencer o fascismo.

Teremos sido a geração que venceu o fascismo no Brasil.

Uma ilha cercada por fascismo por todos os lados.

Vencemos para deixar as mulheres mais seguras, para ter direito a berrar, para ter direito a festejar, para ter direito a dançar, para ter direito a transar, para ter direito a continuar buscando igualdade, continuar reclamando, continuar criticando.

Tem muita coisa em jogo.

E o Simas fez um vídeo muito bom também, falando da importância da festa.

A gente não faz festa porque a vida é fácil, a gente faz festa porque a vida é dura.

Agora é a hora da festa.

É agora, é essa hora pra gente virar.

Então o entusiasmo, entusiasmado é estar investido de Deus, né?

É isso, é exatamente isso.

Saber que a gente tá dentro da ordem do sagrado.

Lutar contra o fascismo é uma luta sagrada.

A gente precisa continuar.

Não temos o direito de baixar a cabeça.

Mas a gente tem uns aos outros e umas às outras, então a gente não vai abaixar a cabeça.

Porque é isso.

Tudo que tem que ser dito a respeito da festa que eles fazem do lado de lá, tá dito no Flávio Bolsonaro dançando.

As imagens dele dançando, basta.

É aquilo.

É aquilo que vira o Brasil se eles ganharem.

Aquilo do lado alegrinho, né?

Porque haverá porões da ditadura tudo de novo.

Mas não é isso, o medo não mobiliza a gente.

Se a gente ficar pensando no medo, a gente não vai.

E a esperança também não, porque ela é o oposto do medo.

Não é pra gente ter esperança, é pra gente fazer, é pra gente fazer e acontecer.

Colocar o bloco na rua, com entusiasmo, sabendo que essa luta vai ser ganha.

Gente, assim, e se não for, a gente vai seguir lutando.

A gente não tá aqui porque a vitória tá dada.

A gente tá aqui porque a gente não sabe não lutar.

Tá muito bonito ver a mobilização.

Pessoas que nunca se posicionaram politicamente estão se posicionando.

É isso que a gente precisa.

Pessoas com milhões de seguidores, celebridades, estão se posicionando a favor do Lula.

Todo mundo entendeu o que estava acontecendo.

Quase todo mundo, né?

Se todo mundo tivesse entendido, estava fácil isso.

Tinha acabado no primeiro turno.

Mas enfim, é isso.

Vai haver segundo turno, a gente tem a chance de se entusiasmar, deixar o medo de lado, não temos tempo a perder.

E sem entusiasmo a gente não vai.

E o nosso entusiasmo entusiasma outras pessoas.

Então é assim que a gente vai nessa luta.

Mobilização, virar voto, bater na porta das pessoas, mandar mensagem de WhatsApp.

Você conhece uma ou duas pessoas, pelo menos, que não sabem em quem votar.

É isso, gente.

Eu esperei esses dias.

Tem muitos vídeos muito bons, tá?

Isso também tá bem bacana de ver.

Tem pessoas fazendo conta de por que a gente vai conseguir urnas, número de urnas, um negócio maluco.

Tem um youtuber que eu gosto muito, Felipe Boni.

Ele tem uns vídeos ótimos sobre isso.

Ele é bem prático, bem matemático.

Então é isso.

Nós conseguiremos.

E eu queria acabar com uma poesia do Bertolt Brecht.

Porque ele escreveu isso durante a guerra.

Temam menos a morte do que a vida insuficiente.

Acho que é isso, gente.

Menos a morte do que a vida insuficiente.

Lutaremos por uma vida mais do que suficiente.

A gente ainda tem muitos dias para fazer isso.

Vamos lá.

Meu nome é Emília Lacombe, sou escritora, jornalista, cronista, roteirista e feminista.

Nesse canal a gente analisa os acontecimentos do dia a dia usando as ferramentas do feminismo.

Toda quinta tem aqui, nesse quadro que eu chamo de Em Contexto.

Até quinta que vem.

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